Epidemiologia e Saúde Coletiva no Brasil: desafios para a formação em pesquisa
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Universidade Federal da Bahia
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Resumo
A pesquisa epidemiológica tem crescido
muito no Brasil, o que pode ser atribuído
em parte à expansão da formação pós-graduada. Mudanças na avaliação dos programas, conjugando qualidade e eficiência,
têm colocado desafios para a formação em
pesquisa impulsionando o desenvolvimento de estratégias pedagógicas variadas. Neste artigo, pretendo debater a proposta de “consórcio de pesquisas” do Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas,
destacando algumas implicações pedagógicas deste modelo e apresentando em
contraste a estratégia adotada pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
da Universidade Federal da Bahia para formação em pesquisa epidemiológica. Procuro contextualizar o debate situando-o
brevemente no quadro da epidemiologia
brasileira, suas principais características
de desenvolvimento e pontuando o potencial dos inquéritos domiciliares como ferramenta de diagnóstico de saúde para subsidiar políticas públicas. Após discutir as
principais vantagens e limites dos modelos adotados em dois importantes pólos de
ensino e pesquisa epidemiológica no país,
concluo levantando algumas questões que
se colocam como desafios para formação
pós-graduada de pesquisadores na atualidade.
Descrição
151-158p.