A concepção de “espaço” na investigação epidemiológica
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Universidade Federal da Bahia
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Resumo
As atuais fragilidades conceituais e metodológicas da epidemiologia são fatores que têm restringido o estudo dos fenômenos de saúde das coletividades humanas. Neste artigo alguns princípios básicos são apresentados como resultado da observação do percurso da geografia na definição do seu objeto – o espaço – e da sua aplicação na medicina e na epidemiologia. Esses princípios fundamentam a pertinência da estratégia conceitual e metodológica que tem como perspectiva a abordagem do espaço geográfico-social, já que este é entendido como ex p re ssão das condições de vida da população. A aplicação desse conceito na prática da inve s t i g a ç ã o epidemiológica ainda é limitada, e m b o ra outras áreas do conhecimento já tenham desenvo l v i d o p ropostas de supera ç ã o. Os estudos de agre g a d o s , cuja unidade de análise é o grupo, mais freqüentemente os agregados espaciais, e o modelo ecológico que se baseia na idéia de inter- re l a ç ã o de fatore s , se aperf e i ç o a d o s , podem vir a ser uma alternativa pro m i s s o ra nesta dire ç ã o. De s t a c a se que a totalidade deve ser a referência científica, visando garantir o não afastamento dos comp l exos processos intera t i vos determinantes dos fenômenos de saúde na população.
Descrição
271-279p.