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Aspectos do teletrabalho associados ao sofrimento psíquico em servidores do judiciário trabalhista durante a covid-19

Resumo

A imposição abrupta do teletrabalho durante a pandemia da covid-19 trouxe desafios que implicaram prejuízos à saúde mental dos trabalhadores. Objetivos: Identificar aspectos do teletrabalho e características individuais associados ao sofrimento psíquico de servidores de um órgão da Justiça do Trabalho durante a pandemia da covid-19. Métodos: Foi realizado um estudo transversal com 1.028 servidores. As variáveis independentes foram avaliadas por meio de um questionário com questões sociodemográficas e ocupacionais, além de uma escala Likert com questões referentes a percepções sobre o teletrabalho. O sofrimento psíquico foi mensurado através do Self-Reporting Questionnaire. As relações entre as variáveis foram avaliadas pelo teste qui-quadrado de Pearson ou pelo teste exato de Fischer. Foi utilizada regressão logística para testar associações entre as variáveis independentes e o desfecho. Resultados: A prevalência de sofrimento psíquico foi de 37,3%. As variáveis associadas ao desfecho foram: sexo feminino, não ter companheiro(a), viver com dependentes de cuidados, concordar que o teletrabalho trouxe aumento dos conflitos familiares e sensação de solidão. Além disso, associaram-se ao sofrimento psíquico as respostas “neutro” ou “concordo” para: dificuldade para se disciplinar, dificuldade para se desconectar dos assuntos de trabalho e sentimento de culpa. Conclusões: Características individuais e do teletrabalho são potenciais fatores contribuintes para a ocorrência de sofrimento psíquico entre os teletrabalhadores, confirmando a relevância de ações preventivas direcionadas a este público.

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